Cristão Radical

A Bíblia conta a história de várias pessoas que seguiram a Jesus. Uma delas foi Mateus e, ele mesmo descreve seu encontro com Cristo nas seguintes palavras: “E Jesus viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Mateus levantou-se e o seguiu” (Mateus 9.9). Outro relato que impressiona é quando Jesus caminhava junto ao mar da Galiléia e viu a Pedro e André pescando. “Vinde após mim”, foi o seu convite. O texto diz que “eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram” (Mateus 4.18-20). Os seguidores de Jesus Cristo são chamados de “cristãos” apenas três vezes na Bíblia (Atos 11.26; 26.28 e 1 Pedro 4.16). O momento em que o termo foi usado, no entanto, expressa o grande nível de relacionamento que aquelas pessoas tinham com Jesus. A palavra “discípulo” é usada mais abundantemente, expressando ou, traduzindo, o nível de comprometimento daqueles que seguiam o Senhor. Tanto as palavras “cristão” como “discípulo” implicam relacionamento com Jesus. Mas, que tipo de relacionamento temos com Cristo? Seria reduntante dizer “cristão radical”? Afinal, todo cristão não é radical?

O Reverendo John Stott acredita que não. Para ele, “existem diferentes níveis de comprometimento na comunidade cristã. O próprio Jesus ilustra isso ao explicar o que aconteceu com as sementes na Parábola do Semeador (Mt 13.3-23). A diferença está no tipo de solo que as recebeu. A semente semeada em solo rochoso ‘não tinha raiz’”.

A palavra “radical” vem do latim radix, de onde tiramos a nossa palavra raiz. Demonstra o nível de comprometimento e envolvimento que vai até as raízes. Evitamos o discipulado radical sendo seletivos: escolhemos as áreas nas quais o compromisso nos convém e ficamos distantes daquelas nas quais nosso envolvimento nos custará muito. No entanto, como discípulos não temos esse direito. Temos um lindo chamado de Deus para sermos verdadeiros discípulos de Cristo e, nesse processo, “somos levados a passear pelas características do discipulado cristão: inconformismo, semelhança com Cristo, maturidade, cuidado com a criação, simplicidade, equilíbrio, dependência e morte”, diz o missionário Ronaldo Lidório, segundo ele, “somos levados a refletir sobre a realidade da nossa alma, pensamentos, valores e prática cristã”.

O convite – “vinde a mim”, está em todo lugar. Não precisamos ser fortes para segui-lo, pois Ele é a nossa força. Mas, precisamos crer, a ponto de “deixar nossas redes”, sabendo que essa será a maior aventura da nossa vida. “O deserto e a terra ressequida se alegrarão; o ermo exultará e florescerá como a tulipa; irromperá em flores, mostrará grande regozijo e cantará de alegria. A glória do Líbano lhe será dada, como também o resplendor do Carmelo e de Sarom; verão a glória do Senhor, o resplendor do nosso Deus. Fortaleçam as mãos cansadas, firmem os joelhos vacilantes;digam aos desanimados de coração: Sejam fortes, não temam! Seu Deus virá… virá para salvá-los”. Isaías 35:1-4

Jaime Cisterna

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